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27.2.04 2004 vai ser massa!!! Dida Maia e Giba convidam para mais uma virada de ano. Isso mesmo! Todos os seus planos para 2004 têm mais uma chance para serem iniciados. DIDAMAIA Design é o novo escritório do nosso mais amado designer. Seu lançamento será junto com a marca das empadas Santa Massa. No bar do Giba, aquele da Castanholeira gigante. Dida avisa que "Giba vai providenciar música e nós vamos encontrar os amigos". Segue convite, onde pode ser apreciada a apetitosa marca:
*** Depois do Carnaval, Voltando às salas de cinema... Marquinhos Lopes manteve os filmes que perdemos em meio à farra nos dois cinemas da Prefeitura Zen do meu Recife: Os Normais no Parque, de segunda a quarta, às 15h, 17h15 e 19h30. É um real! Traga a vasilha!!! E no Apolo, o filme iraniano A Cor do Paraíso, de Majid Majidi. Advirto que filme iraniano não é pra todo mundo, mas só pra quem agüenta um timing quase real. Os entediados me perdoem, mas delicadeza é fundamental. Como sempre, trata da vida de uma criança. Anote os horários: domingo - 16h15 segunda a quarta - 16h15 e 18h. Marquinhos faz um pouco de suspense quando avisa: "Na próxima semana, tem Mostra de Cinema Judaico no Apolo (de 07 a 11 de março) e no Parque, Os Narradores de Javé e uma mostra de filmes dirigidos por mulheres." Mais detalhes, quando os tivermos, ok? Eu não vi, mas minha mulher (ops!) viu, minha filha viu (ops!)... Breve síndrome de Sílvio Santos! Como contadora de história e amante de Tim Burton, eu recomendo Peixe Grande! Depois de ver, comento... Anotem cinemas e horários: Art Guararapes - 15h30, 18h e 20h30 Boa Vista - 15h20, 17h50 e 20h20 Recife - 15h50, 18h25 e 21 - extra: 23h35 (sex, sab) Tacaruna - 16h15, 18h50 e 21h25 - extra: 23h50 (sex, sab)
Oh! Quem não viu, vá ver!!! Última oportunidade para ver Dogville na Fundação! Sessão única: sábado, às 19h30 e a belíssima Encantadora de Baleias continua em cartaz na Fundação sábado - somente às 17h20 domingo - 16h30, 18h40, 20h50 postado por: Eva Duarte 8:55 PM Agendaram também:
UM BALANÇO
fumo, bebo e jogo... mas amo muito o Carnaval-Arte!!! Caríssimos, Hoje - Quarta-feira de Cinzas - estou em casa com a clássica virose de fim de Carnaval, escrevendo sobre tudo que vi neste. Pois é, uma das vantagens de já ter passado por alguns carnavais é ser mais contemplativo. Observar pessoas, fantasias, máscaras, sorrisos... que na loucura dos primeiros carnavais, passam totalmente despercebidos. Criatividade, irreverência... poderia citar várias características do folião pernambucano, mas, o que este povo gosta mesmo é de MANGAR dos outros!!! Tirar onda!!! Figuras como o Super Porra Nenhuma, Super Teta... Tetê, uma vaca espanhola com peito de buzina de bicicleta me disse: que muito leite dava depressão (Pema). E a amiga Aurilete de travesti verde e rosa estava impagável. Encontrar os amigos de outros carnavais, lembrar de quando começou o Enquanto Isso na Sala da Justiça, completando seu 9º desfile este ano, ir para a Hoje a Mangueira Entra, que já está ficando adolescente (11 aninhos). Isso faz toda a diferença!!! Sem falar na incrível diversidade de formas, cores e sons, em manifestações distintas como os maracatus, caboclinhos, la ursas, troças, escolas de samba e clubes (alguns centenários, como o Vassourinhas de Olinda). O que é o SORRISO dessas pessoas desfilando? A satisfação!!! É genial!!!!
Mas, neste vasto painel de embriagar os sentidos, sem dúvida o que me chamou mais a atenção foi o retorno dos Blocos Carnavalescos Mistos. Este ano houve um resgate muito grande de nossa cultura. VIVA! O Bloco da Saudade - fundado em 1974, quando eu nasci! - voltou a desfilar em Olinda (pasme :O) É DUKA!!! Pois é, gente, os Blocos Carnavalescos Mistos ou Blocos Líricos são formados por orquestras de pau-e-corda, executam a marcha-de-bloco, inspirada nos pastoris, com coros de vozes femininas, fantasias absurdas e têm semelhança com os extintos ranchos cariocas. Vejam como é sério: estou falando de gente que faz Carnaval desde 1920 (como o Bloco das Flores), revivendo o período áureo em que as agremiações fervilhavam pelas ruas da cidade, sobretudo as décadas de 20 e 30 do século passado, época evocada por Nelson Ferreira (vide sua composição Evocação nº 1, sucesso nacional de 1957). Outra grande canção é Valores do Passado, de Edgard Moraes, um dos homenageados deste Carnaval do Recife juntamente com o grande Capiba. Podemos citar outros blocos, dignos de nossa reverência por sua história e seu rico acervo musical: Batutas de São José, Madeira do Rosarinho, Pirilampos de Tejipió, Flor da Lira, Bloco do Amor... Há uma segunda geração, impulsionada pelo surgimento do Bloco da Saudade, formada, pelos Pierrots de São José, Flor da Lira de Olinda, Bloco das Ilusões, Nem Sempre Lily Toca Flauta (1989) Continua.... com a terceira geração, onde, o destaque especial é para o Bloco das Flores, o primeiro bloco de que se tem notícia no Recife, extinto por algumas décadas e agora renascido para o Carnaval. Encerro a resenha do meu Carnaval informando a todos os amigos, que continuo a Jackie Feitosa de sempre: fumo, bebo e jogo... mas amo muito o Carnaval-Arte!!! Talvez, por isso, tenha exagerado na informação. Bjssss Jackie postado por: Eva Duarte 8:45 PM Agendaram também:
UM BALANÇO
O Carnalu das Miçangas ou os Calos do Prazer.... Nunca fui muito afeita às fantasias. Sempre achei que o carnaval é uma oportunidade ímpar para a gente se fantasiar de si mesmo! Mas foram muitos os enfeites: flores, muitas miçangas coloridas, fitas e lenços estampados na cabeça e uma ou outra irreverência em alguma roupinha! Tudo no estilo, eu produzo, você viaja! Comecei com as "bênçãos" do Mestre Naná Vasconcelos e seus quatrocentos batuqueiros, já que Lili, que nem sempre toca flauta, dessa vez fez jus ao nome do bloco e não tocou, tocou pouco, tocou mal. Era o meu aquecimento.... O Sábado do Galo da Madrugada foi sol e frevo na Rua Piracema. Onde fica isto? Não sei explicar para ninguém. Mas ao comprar, por lá mesmo, uma sombrinha de frevo descartável, por cinco reais, garanti uns dez metros de espaço só para mim.... A sensação de estar inteira transformou o asfalto quente em um camarote aclimatizado pela água gelada com a qual me banhei quando o suor correu por todo o corpo. O carnaval foi diferente sim. Por dentro e por fora. Éramos todos don@s da cidade, que nos abraçava com uma tranqüilidade de causar (bom) estranhamento! Sim, tranqüilidade é uma palavra possível no Carnaval. A despeito de qualquer índice de violência, o burburinho sobre uma certa paz na minha cidade se espalhava em coro uníssono, desde a Rua dos Cheirosos (e da maldita espuminha!) - como é vulgarmente conhecida a Rua do Bom Jesus até o também nosso "Burburinho". No Domingo, floresci na Sala de Justiça. Não sei bem como, mas acho que acabei retratando o meu momento atual me ilhando de flores de todas as cores. Regada, literalmente, a água de coco e protegida pela sombra do amigo Luciano "nuvem" Pontes. Cuidei, durante todo o percurso, para não "murchar" o meu jardim. A ponto de em um dado momento ter me pego "plantada" sobre um dos arbustos da Prefeitura. Estava tão integrada à plantinha que já enxergava aquilo tudo como parte da minha fantasia. Pôr do Sol e nascer da Lua crescente no Cais da Alfândega. 17h e rufam tambores para mais um Quantaladeira. Bloco que mais uma vez arrasou na excentricidade e na sátira bem humorada. Mas nada que superasse o prazer de uma camiseta que suou até manchar, e de calos que se formaram mesmo sob a proteção de ataduras preventivas. Calos de verdadeiro prazer. Se é que os mais reacionários ou os pseudo-alternativos conseguem entender o que isto significa! Na Cerimônia da Noite dos Tambores Silenciosos uma imagem bastante diferente da primeira que gravei na memória há cerca de 12 anos. Nesta época, os freqüentadores do evento ainda eram rotulados de "os principais maconheiros da cidade" E daí? Desta vez foi tudo compartilhado com uma população que entendeu o valor do evento e silenciou quando as luzes apagaram! Valeu, mais uma vez, a pérola e a companhia, Marquinhos!!! Dos blocos e shows, muito prazer expresso no samba, frevo e coco dançados, fosse no mais amplo palco do Recife Antigo, fosse no ar intimista e elitista, da Casa da Gráfica, onde não se podia passar mais de meia hora. O suficiente para, ao sair, todos acharem que havia acabado de chegar. Dos bons encontros, é imprescindível registrar o abraço dos "portais". Portais são aqueles amigos recém conquistados ou mais antigos, ou mesmo aqueles anônimos que a eram vistos todos os dias. Estes "Ivanzinhos", "Terezas", "Didas" e "Luízas" que primeiro eram avistados quando se chegava à folia em Olinda ou no Recife, traziam em seus abraços e seus sorrisos o reforço à auto-proposta de "deixe a vida me levar..." E ela levava mesmo.... Quarta-feira... dia de guardar a fantasia!? Ops! Ainda não. Embora Brenda já tivesse tirado a roupa de Virgem Maria, ainda era Dia de ver o sol se pôr e a luz da lua nascer em Olinda. Boi da Gurita Seca aquecia a Pitombeira dos Quatro Cantos, e brilho de Bois, Mateus, Catirinas, malabaristas e cuspidores de fogo, já iluminavam a Rua da Boa Hora. "Se o terno é bom, se o samba é quente, tem muita gente na casa de dona Dá." Cantou Maciel Salu, por onde andou. Estávamos todos lá. Ninguém mais fazia um passo, mas os olhos ainda brilhavam e ainda se tomava uma cerveja... Na certeza de que esse prazer pode se perpetuar o ano todo, porque ele começa dentro de nós.... Mesmo que a gente tenha que mudar a fantasia para poder conviver com a realidade.... Beijos e continuemos a nos ver por aí! Lu
postado por: Eva Duarte 2:40 AM Agendaram também: 25.2.04
UM BALANÇO
Minha gente, (ou agora sim: Feliz 2004!!!) Que Carnaval foi esse? Há pelo menos 15 anos Olinda não se via tão linda e tranqüila! Podíamos andar por todas as ruas em paz! E os bebuns do Largo do Amparo? Onde foram parar? Era de dar medo aquilo! Neste Carnaval havia gente bonita até por lá! Minha análise do Carnaval não pode ser objetiva. Imagens e sons obnublados pelas mil cervejas vêm em flashes de cor e de ouro... Lembro que era sábado quando Ártemis saiu de casa com seu inofensivo arco-e-flexa de caboclinhos. Em meio aos mortais, perdeu-se do amigo carioca, mas belo Palhaço ela encontrou. O axé, na falta da ambrosia, a embriagou e o círculo de areia em plena praia do Carmo da memória a onda lavou... No domingo, na Sala de Justiça, lá estavam os mensageiros do Olimpo: Íris e Hermes. Íris, a guardiã do arco-íris, correu ladeira abaixo o dia todo fazendo seu arco-íris de tecido voar acima e atrás de si, de mim. Um Hermes pós-moderno a acompanhava, o bastão transformado em malabares. Com esta ferramenta, a cura se dava pelo lúdico. Os deuses são os super-heróis da Grécia Antiga, arquétipos que nos constituem. Somos todos super! Os pólos de animação estavam deliciosos! Principalmente o da Praça da Preguiça! Fantástico o show de Eddie na segunda! - Pode me chamar que eu vou, eu já tou aí!!! Pedaços de fantasias deste e de outro tempo compunham nossa indumentária: asas de deuses, chapéu de origamis, peruca de palhaço, calção de Mateus, pantalona florida de algum black or flower power... e o arco-íris pousado sobre colina da Igreja do Carmo montava nosso acampamento neo-hippie. Poetas, loucos e malabaristas sentados em suas cores preferidas. Na Terça Gorda, éramos papangus. Eu dizia a todos: - Eu te conheço, eu te conheço!!! Até que o calor transformou os camisolões em capas, as máscaras em elmos, castanholas em armas do bem. Coco Raízes de Arco Verde adiantou e a gente perdeu. Cordel tocou lindo aquele show que sabemos de cor. E, pela primeira vez em anos sem conta, não saí de Olinda nem um dia. - Oh! Linda situação para um Carnaval!!! Sim, esta foi a frase jogada ao vento por Duarte Coelho. Estou certa disso!!! Tudo bem, tudo bem... Admito. A paixão colore minha memória deste Carnaval!!! Graças aos deuses!!! Graças aos mil brindes que dediquei a Baco: - Ao melhor Carnaval das nossas vidas!!! Agora, sejam felizes!!! Depois da letargia que nos tomou desde a virada do ano no calendário gregoriano... Feliz Ano Novo!!! É hora de brindar de novo: - Ao Carnaval 2005!!! O melhor Carnaval das nossas vidas!!! heheheheheheh |